Não quero grandes paisagens
De infinitos abstractos
Que convidam a viagens.
Rios? Também não quero.
São falsos, pois são pequenos.
Carros de bois gemendo fenos.
Mimavam-me de desespero.
Mar! Sempre mar.
Na minha frente!
Nos meus sentidos:
Maré a encher
E a vagar!
Mar só mar
Nos meus ouvidos!
Oh! Amorável tela
De paisagem descontente!
E no poente
Pouco mais do que uma vela!
Henrique Segurado
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foto: minor white
1 comentário:
Um belo poema de elogio ao mar!
Rita
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